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Como adequar o seu negócio em 2026, ano de teste da Reforma Tributária

Como adequar o seu negócio em 2026, ano de teste da Reforma Tributária

Este ano de 2026 marca um divisor de águas para as empresas brasileiras: é o início oficial da fase de testes da Reforma Tributária, aprovada pela Emenda Constitucional n. 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar n. 214/2025.

Com a entrada em vigor das alíquotas iniciais de 0,9% para a CBS (imposto federal) e 0,1% para o IBS (imposto estadual/municipal), os negócios de todos os portes precisam se preparar para as emissões de notas fiscais com novos campos obrigatórios, sob pena de rejeição e multas.

Essa transição gradual, que vai até 2033, promete simplificar o complexo sistema tributário atual que abrange os impostos PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI. Os empresários e gestores que ignorarem esse momento de testes correm o risco de ter como consequência gargalos nas vendas, nos estoques e na cadeia de suprimentos.

Neste guia prático da KronoSys, vamos listar os passos claros para a adequação às novas regras, a fim de otimizar a sua empresa para o novo sistema IVA, bem como transformar desafios em oportunidades de eficiência.

Mas o que muda em 2026?

A Reforma Tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, começou a sua fase prática em janeiro deste ano. 

Nesse período de teste, entra em vigor o sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, que é a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, com uma alíquota de 0,9%, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de recolhimento estadual e municipal, com 0,1%.

Dessa forma, esses valores serão compensados com PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI, que continuam vigentes em paralelo, sem aumento real de carga tributária inicialmente.

Também, as notas fiscais ganham novos campos obrigatórios para o CBS e IBS, com classificação fiscal, sob o risco de rejeição e paralisação de emissões. 

A transição se estende até 2033, com a extinção gradual dos tributos antigos a partir de 2027.

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Cronograma da transição

O ano de 2026 servirá como um “ensaio geral”, mas com movimentação financeira real, validando os sistemas do fisco e das empresas. Por isso, a transição se iniciou de forma gradual, seguindo até o ano de 2033:

2026: alíquotas testes (0,9% CBS + 0,1% IBS); sem penalidades até abril, mas recomenda-se a adaptação inicial.

2027: extinção de PIS e Cofins; CBS com alíquota cheia (estimada em 8,7%).

2029-2032: redução progressiva de ICMS e ISS, com o IBS crescendo até a substituição total.

2033: fim completo da transição.

Segundo especialistas no setor, essa linha do tempo, definida no PLP n. 68/2024 e na Lei Complementar n. 214/2025, exige um planejamento adequado para evitar imprevistos e não adaptação.

Impactos nos setores econômicos

Com a fase de testes da Reforma Tributária, diferentes áreas sentem efeitos variados, com a simplificação, mas com a necessidade de ajustes.

Agro: isenção até R$ 3,6 milhões de faturamento; acima disso, a alíquota pode subir para 28%, com reduções em insumos como sementes (60%).

Serviços: aumento de carga para áreas de saúde, educação e TI devido à baixa apropriação de créditos.

Varejo e Indústria: créditos plenos equilibram os custos, reduzindo a cumulatividade.

Importações: terá tributação na entrada com o IVA de aproximadamente 28%, igualando ao nacional.

Desse modo, as empresas devem simular cenários para mapear os benefícios e os riscos, como a perda de incentivos regionais.

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Passos para a adequação

Com as regras de transição já valendo, é hora de preparar a sua empresa com ações práticas e sequenciais para ficar em conformidade.

  1. Diagnóstico fiscal: analise as operações por produto, unidade e localidade; estime os impactos com alíquotas futuras.
  2. Atualize sistemas: adapte o módulo fiscal do software de ERP para os novos campos fiscais.
  3. Revise cadastros e contratos: corrija o NCM/CNAE; bem como renegocie cláusulas de repasse tributário com fornecedores e clientes.
  4. Capacite equipes: treine o setor contábil, de TI e operações em IVA Dual, compliance e auditorias internas.
  5. Monitore e teste: invista em governança fiscal contínua e simulações para 2026.

Esses passos evitam autuações e otimizam créditos, transformando a Reforma Tributária em uma vantagem competitiva. Mas lembre-se de contar com a orientação profissional e adequada do seu contador.

Benefícios da Reforma a longo prazo

O sistema de IVA Dual acaba com a “tributação em cascata”, permitindo créditos integrais na cadeia, o que beneficia setores industriais e de varejo com melhores margens.

Outro ponto é a gestão compartilhada via Comitê Gestor do IBS que padroniza as obrigações, reduzindo trâmites burocráticos. Os consumidores também ganham com transparência e uma alíquota média estimada em 26,5% (CBS + IBS).

Portanto, as empresas preparadas e adequadas com as novas regras de transição, conseguem captar mais oportunidades, como precificação mais precisa e expansão interestadual dos negócios. ​

Por fim, contar com um software de ERP para automatizar a sua adaptação à reforma tributária é um passo estratégico. Com integração total de produção, estoque, vendas, módulo para emissão de NF-e e fiscal, você ganha agilidade e conformidade em tempo real.

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